Eu soube recentemente pela Marcia algo que mudou muito minha forma de pensar. Que quando uma criança joga algo e um adulto busca e lhe entrega, de alguma forma que a Marcia sabe explicar e eu não, a criança aprende sobre ciclos. Vai e volta. Quem sabe deviamos ter jogados mais coisas para vê-las voltando. Talvez aprenderíamos mais sobre ciclos. As fases da lua, os setenios, o movimento nas marés.
Dizem que a moda é o que já aconteceu há vinte anos. Bob Dilan, perdoem se me repito, diz que o futuro está no passado.
As pessoas vão e vem na nossa vida. As pessoas vão e vem na vida. O corpo se renova a cada sete anos. Ou seja, a excessão dos neurônios, temos um corpo novo em sete anos.
A canção O Segundo Sol parece me falar nisso. De que uma renovação vem realinhar as órbitas dos planetas. De que para a vida existir é necessária a renovação. Dá medo? Pode dar. Mas é bom.
Quando nasceu Zoe, sobrinha do meu amigo João ( http://arterando.zip.net/ ) ele estava renovado. Um novo João. Olhos com um brilho natural de quem viu a vida acontecer. A vida é capaz de coisas incríveis. Né, João?
Lindolf Bell em sua poesia que me arrepia, chamada o Poema das Crianças traídas. Aí vai um trecho dela.
Meu coração é um prisma.
Eu sou o que constrói porque é mais difícil.
Eu sou o que não é contra, mas o que se impõe.
Eu sou o que quando destrói, destrói com ternura.
E quando arranca, arranca até a raiz.
E põe a semente no lugar.
Eu sou o que constrói porque é mais difícil.
Eu sou o que não é contra, mas o que se impõe.
Eu sou o que quando destrói, destrói com ternura.
E quando arranca, arranca até a raiz.
E põe a semente no lugar.
Emmanuel, no livro que faz parte do seu pentateu nos instrui: "O tempo não respeita nada que ele não tenha ajudado a construir". Talvez por isso construir seja mais difícil. Até porque a vida se impôe. "O futuro se impõe, o passado não se aguenta. (mais uma do Humberto Gessinger ).
Nestes versos:
Eu sou o que quando destrói, destrói com ternura.
E quando arranca, arranca até a raiz.
E põe a semente no lugar.
E quando arranca, arranca até a raiz.
E põe a semente no lugar.
Eu sinto deus falar comigo por eles. Como o pai que educa o filho infantil que não aceita ser contrariado. Quando não aceitamos a verdade que vislumbramos. O Pai que destrói com ternura a ilusão do filho. Sem deixar margem para as dúvidas. E deixa, sim, uma nova semente, uma nova esperança em seu lugar.
Você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem. Belchior. Não por acaso a vida é assim.
Hoje meu pai faria 60 anos. Há 10 anos foi lhe tirado as raízes da terra. Mas deus deixou sementes (meus sobrinhos Ana e João Pedro) que indicam o caminho da renovação.
Há dois dias, veio Zoe. E eu me vi nos olhos brilhantes do meu amigo João. Brilharam como os meus há sete anos. São ciclos. Sementes de esperança.
Né, João?
Para quem quiser trocar idéias sobre o Palavras Mágicas ou coisas da vida, meu msn é rodrigojoel@live.com .