Por certo que sonhamos com obras faraônicas, onde somos os heróis daquela bem aventurada criação. Temos os ensejos de nos idealizar nestes planos deslumbrantes de satisfação. Todavia, os maiores planos e construções que podemos realizar transcendem a nossa vida orgânica. Ensurdecidos pelos aplausos que recebemos nos deixamos levar pela sensação de sucesso imediato, que não obstante, são efêmeros demais pra nossa autoestima.
As maiores obras não tem reconhecimentos em vida, os maiores planos transcendem os nossos dias na terra e seguem adiante como um livro, uma árvore e um filho que criamos.
Então se criamos ou preparamos algo que mesmo em vida não iremos desfrutar, isso pode não ter demasiado valor. Pode sim, ser à benefício dos outros.
Ainda que não companhamos uma Nona Sinfonia, mas que criemos bons frutos. Estes modestos como nosso envergadora intelectual, espiritual e outros "al"s. Mas sempre em mente que a semente é menor que seu fruto. Não pense em sua obra como uma realização para colher depois. Entenda que você saiu a semear e sinta-se feliz por isso.
A semente é menor que o fruto. E se você semear com alegria, que bons frutos virâo?
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A utilidade do que não está lá
Os rótulos que cismamos em pôr nas pessoas, sentimentos e situações poucas vezes tem sentido. Quanto mais se agride ou se repulsa o que julgamos ser o inverso da nossa posição, é apenas para autoafirmar-se. Geralmente, com desconhecimento de causa.Sei que é complicado despir-se das nossas achologias e analisar sem preconceitos. Mas com inteligência crua podemos ver o que realmente há ali. Quando envolvemos o emocional numa área intelectual, não haverá conclusão justa.Entre tantas idéias que envolvemos os achômetros, as distinções entre nós e o próximo sempre me chamam a atenção. Pois os rótulos mais severos são postos em gente e por bobagens.
Tenho encontrado em textos do Tao a compreensão sobre vida. O Tao é o caminho da virtude, da espontaneidade natural. O Tao fala no agir pelo não agir, uma forma de paz diferente do qual estamos acostumados a entender. "Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso.'' Abrindo-se ao novo sem preceitos, preconceitos, mandamentos e, melhor, se for sem medo.
O Tao pode ser útil à nós ocidentais. basta ler sem rotula-lo.
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