E olhando adiante, o passado não repetiríamos. Não mais a idolatria aos fortes. Mas a alegria de ser igual.
Não mais um mestre dominando oprimidos. Desenvolvendo idéias de que o inferno é um reflexo do seu próprio mundo. Não mais.
E olhando adiante, não mais as torturas aos irmãos, de eliminar-lhes os direitos básicos para corromper-lhes os ideais. Não mais regimes totalitários, ditaduras e tiranias... Em nenhum lugar do mundo "fortes" oprimindo "fracos". Não mais.
Este é o mal grosseiro. Que corrompe apenas os maus. O mal que corrompe os bons começa com uma ponta, uma fagulha. Quando este sente uma fagulha de ciúme, por exemplo, até que se torne uma chama com violência suficiente para matar o amor.
São inúmeros os que resistem às idéias de crueldade. Mas à um pouco de ganância e preguiça? Estas são as sementes que podem desvirtuar os melhores, por repousarem nos descuidos. Como um toque de superioridade.
E olhando adiante, o passado não repetiríamos. Nos tornaremos fortes, mas para estender a mão com alegria de se saber igual. Desenvolvendo idéias de que o céu é um reflexo do seu próprio mundo para libertar os oprimidos.
E olhando adiante, dar-se além do básico para comover com os ideais. Com mais totalidade, essência e alegrias. Em todo lugar do mundo seremos fortes e não corrompidos por fraquezas. Não mais.
Este é o bem maior. Destinado somente aos realmente bons. O bem que demove os maus começa com um despertar. Até que a sensibilidade faça com que se entregue com paz suficiente para viver em amor.
São inúmeros os que conhecem as belas palavras. Mas quantos a lêem nos sinais da vida? Estas são as sementes que podem amparar os que ainda perseveram em erro, por germinarem sutilmente. Como um toque de amadurecimento.
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Verdadeiro e Fascinante
Algumas perguntas tem mais de uma resposta. Assim como um caminho leva à vários fins. Todavia, a tendência é crer que o caminho escolhido é o melhor. Afinal, o ego quer essa aceitação.
O maior dos caminhos é o que nos fortalece em evolução, o amor. Pois quando se escolhe rumar por estes trilhos não há escolhas, o amor escolhe. Saem dai as situações em que a "cabeça" quer uma coisa e o "coração" outra. Isso ocorre quando queremos algo, mas o amor nos aponta outra direção. E então o amor lhe diz não sacrifique alguém para uma realização. Mas a vontade (ou vantagem) faz pensar que seria melhor a outra opção. Criamos desejos e não criamos amor. Por quê? Podemos dominar ou aumentar nossa força de vontade. Mas não podemos dominar o amor. Por quê? Simples. Porque o amor não é subordinado. O amor é a ordem.
Há os que sofrem tentando dominar o "coração". Geralmente referem-se assim aos seus instintos. E sequer os compreendem. Fugindo da idéia rasa de amor, e nos reportando ao amor maior, encontraremos deus. Em sua plenitude. Mas se em cada um há a centelha divina, só poderíamos ser imperfeitos. Pois não somos plenos. E o próprio amor, ou seja deus, aceita como somos... podemos nos aceitar relativos e imperfeitos. Mas também não avacalha com essas idéias de fazer o que dá na telha. Vai devagar.
Temos a eternidade e as sucessivas reencarnações para deixar-nos conduzir pelo amor. E convém não deixar pra muito depois.
Envolvemos o ego na lida diária e ele não pode manter-se diante do amor. Se amarmos demais, como nos amaremos? E o ego teme seu fim. Entendo que devemos nos centrar, pensar no "eu" e não no ego. Podem os que conhecem a psicologia comentar sobre o ego. Este é parte da consciência que se relaciona com o que cerca cada um. E começa aí a dificuldade em amar. Pois esta parte preocupa-se com o que vão pensar, dizer e falar. Enquanto nos trilhos do amor as atitudes são conduzidas sem essa preocupação periférica. Você pode rir, cantar e andar com a cabeça erguida. Sabe que sentir satisfação em ser é importante. Quando queremos a aprovação dos outros abandonamos a nós mesmos. Enquanto amar-se já é a aceitação. Quem se rejeita, não encontra aceitação em local algum, pessoa alguma. Ainda não encontrou os trilhos do amor.
Não espere de si mesmo e dos outros atitudes de amor verdadeiro. Este cabe a deus, pois ele é o amor. Somos fagulhas, ele é a chama. Ao invés de frustrar-se, pense que não é só você que comete equívocos. Nossa paciência vai de acordo com o amor que sentimos. Por isso com uns sequer temos. O exercício da paciência uma forma de vivenciar o amor.
Quando encontro em algum paciente uma dificuldade de tolerância, tento enxerga-lo como alguém que me seja muito caro em idade semelhante. E já estou pronto para lidar com ele. Isso acontece porque com aqueles que amamos o ego não se mostra da mesma forma. Sentindo-se amado ele não irrompe em carência de notabilidade. Pois já tem o que mais precisa, amor. Enquanto algo for feito por ego, irá te desgastar. Se for feito por amor a sua energia será revigorada. Se estranharem ao te ver dançando há duas escolhas, dançar estranho ao olhar alheio ou parar de dançar. Se sua canção não agradar a todos (provavelmente isso aconteça) não deixe que o ego te faça murchar. Descubra se é feito com amor. E então terá a resposta se vale a pena canta-la.
Quando o ego prevalece surge as sensações de rejeição, timidez entre outras que não fazem sentido. O ego não pode conviver com o perdão, já que este é o filho do amor.
Segundo Camões, o amor sempre a mais se atreve. Atreva-se a amar.
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