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Reobservando as leis de Newton

Tenho pensado a cerca das tais novidades. O que me fez pensar nisso foi um carro de som. Com uma canção dessas de uma moça de voz comum ritmada por um bate-estaca. Na letra, a "cantora" dizia ser o paparaze de um "felizardo". Eu que não tenho nada haver com isso segui meu caminho. Mas minha ideia surgiu devido a velha fórmula. Coisas quase novas apresentadas do modo velho. Uma canção pop tocada até virar hit (ou irriti, no caso- ok, não pego mais no pé da canção). Assim nascem os gostos populares. Mas e se em vez de procurarmos algo novo e apresenta lo do jeito velho, procurássemos o velho para vê-lo de um modo novo. Sim, eu sei que surgem novas religiões, novos mitos todos os dias. Até o Star Wars tem quem considere mitologia. Novas versões para o evangelho dá pra encher uma caçamba. Mas ainda há a velha forma. E podemos ainda pensar em repensar idéias pouco comentadas. Aí, me caiu na cabeça feito uma maçã as leis de Isaac Newton. Como poderiam ser interpretadas em outros âmbitos? Fui à wikipédia dar um ctrl C, e aqui o ctrl V:

Lei I:(Inércia) Corpus omne perseverare in statu suo quiescendi vel movendi uniformiter in directum, nisi quatenus a viribus impressis cogitur statum illum mutare.
(Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele.)
Pra mim isso diz: "Tá tudo parado! Então o que se faz? Isso aí! Dá se um empurrão." Primeiro um pensamento positivo. Em seguida: "Organização e método!" como minha professora Vânia, de técnicas de spa, recomendava. Depois, põe as mangas de fora e faz funcionar. Um empurrão ou um toque é questão de circunstância. A parte que eu gosto desta lei é que o corpo tende a permanecer em movimento ou parado, ou seja, o Newton já dizia que o universo conspira a nosso favor. Alguém lembrou do ajuda te que o céu te ajudará? Pelo visto Jesus, Newton e as novas correntes de auto-ajuda  estão de acordo que tem que dar um peitaço e fazer acontecer. Isso é bom. Mas o que você quer que aconteça?
Enquato você decide vou pra segunda lei do Isaac. Wikipédia, ctrl C, ctrl V... taí:
Lei II:(Quantidade de Movimento) Mutationem motis proportionalem esse vi motrici impressae, etfieri secundum lineam rectam qua vis illa imprimitur.
(A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida, e é produzida na direção de linha reta na qual aquela força é imprimida.)
Decidiu o que você quer? Ótimo! Esta lei de Newton põe a prova o quanto você quer. Essa força motora que o Issac fala pode ser a vontade empregada na ação. Depende do quanto você quer, você luta mais ou luta menos.
Eu gosto de imaginar que um obstáculo para um objetivo tem uma altura "X". E me pergunto se quero aquilo a ponto de superar tal altura. Lembro que nem tudo vale a pena. Nem todo desejo vale o gasto de energia despendido. Alguns são pueris. Meu irmão disse me: "deixa pra brigar pelo que vale a pena". Obrigado, cara.
Mas por outro lado tem o que realmente queremos, seja o que for. Se você quer de verdade, se passou pelo crivo de Sócrates (as perguntas: É bom? É verdadeiro? É necessário?), ou se não passou, mas você quer porque quer. Belê. Então vamos de Emmanuel: Ânimo inabalável! Ele disse relacionado a caridade ou reforma íntima, lá no Estude e Viva. Li esta frase na época de Grupo de Jovens do Centro Espírita, quando a Lênise me emprestou o livro. Sim, eu o devolvi. E faz tempo.
Voltando a vaca fria. Vontade me parece ser a palavra chave desta lei de Newton.
Lei III:(Ação e Reação) Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi.
(A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas.)
Sim. Ou tu pensavas que era só querer e pronto. Pois é, essa lei não tem muitos adoradores. Quando tem um impecilio no teu plano, é como se esta lei te perguntasse: do que tu és feito? E aí? Vai deixar barato? Vai morrer na praia? Talvez seja aquele caso de não valer o esforço e tal. Mas pode valer! E se valer, cante com a Janis Joplin: try just a little bit harder (tente, com um pouco mais de força).  Te atira. Se é o que tu quer manda ver. Tem um universo inteiro conspirando a teu favor, 1ª lei. Conduza com força e determinação, 2ª lei. Não te mixa, põe pra quebrar, senta a pua, manda brasa, baixa lenha, roda a baiana que tem dentro de ti! Não te deixa levar pela 3ª lei.
Pensando bem, gosto dela. É ela o medidor pra saber se realmente vale a pena, se não é um preciosismo nosso. De repente a gente tá naquele de querer dar o passo maior que a perna. Conhece o dito: Como se vê pulga em cachorro novo? (parei de por as tais aspas, acho elas muito feias. Mas gosto do parênteses. Como mostra este exemplo.)
Bom, essa é minha reinterpretação das leis de Isaac Newton. Tenha as tuas. E posta aqui. Abraço a todos e aguardo os comentários. 
Acho que vou começar a campanha Imortalize seu nome no Palavras Mágicas! Deixe um Comentário Mágico e PLIM! Você estará sempre aqui. É... não colou. Mas prometo pensar em algo melhor. Enquanto isso, escreve algo aí.

Por essência e princípios

Impressiona-me a quantidade de pessoas que dizem que tudo deu certo por acreditar num sonho. Será tão simples assim? Pessoas há que se expressam como se houvesse uma receita de bolo. Algo como é só ir até o fim do arco íris e pegar o pote de ouro. Pode não ser bem assim.
O caminho sob o arco íris deve ter um céu lindo. Sim, imagine o céu com algumas cores a mais e lhe apontando o caminho de um prêmio. É uma imagem mental adorável.
Mas antes do arco íris, a chuva. Quando nos prendemos as dificuldades o sonho parece impossível. Então, nossos planos mirabolantes dão mil voltas num contorcionismo alucinante pra tentar ir em frente sem perdas.  No boxe, um “esporte” primitivo (quem bater até o outro cair ganha, não me parece um esporte) tem um dito tão bonito, que contrasta com a modalidade. Todos tem um plano, até serem atingidos. É uma frase muito boa, ainda mais vindo deste “esporte”.
E o que me parece notável é o quanto nos esforçamos para chegar ao pote de ouro ilesos. Aliás, chegar ileso é uma boa idéia. O que deve se questionar é o que se entende por ileso. Porque sacrificamos tanto pelo caminho que o que perdemos pode valer mais que a conquista. Por uma série de ganhos secundários, utilizamos inconscientemente a psicossomática. Vale a pena adoentar se para um beneficio? É válido frisar que a saúde é comumente agredida pelo que consideramos num momento uma necessidade. Outro sacrifício é deixarmos de lado o convívio com pessoas amadas por não saber lidar com suas características. Somos flexíveis quando a condição nos traz uma vantagem. O que se deve questionar é, o que é realmente uma vantagem.
A principal vítima dos sacrifícios é a nossa individualidade. Que é posta pra escanteio num instante, quase sempre pela moldação da personalidade. Ali está ela, a máscara da personalidade! Mais fortalecida que a muralha da China. Por fora. Por dentro frágil como não se pode ser. Digo como não se pode ser porque há um modo de fragilidade que é bem vindo. As flores são frágeis e sua beleza está nisso, as crianças também são assim. Mas a fragilidade que não é conveniente é a que depende do mundo externo para manter a fortaleza que representa ser. Que aparentemente existe. 
Quando encontro pessoas assim eu me recordo de uma raça de cães, chamada bulldog inglês. Com sua fisionomia fechada e os dentes pra fora da boca ele consegue até mesmo atemorizar uma pessoa muito maior que ele. E esta pessoa pode afastar se dele com facilidade, pois ele não corre muito. E se esta pessoa afastar se dele, ele sentira uma tristeza, pois é um animal dócil. Basta toca lo para que ele se entregue aos carinhos. Aparentemente um animal perigoso, mas sua essência é doce.
Quem optar por alimentar sua máscara está de espírito armado para o que der e vier, e ai de quem esteja desarmado. Mas tudo isso é uma casca que sofre mais quem está ali dentro. Mesmo que cause transtornos à sua volta, ainda é mais infeliz que os outros. Se fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, o que fica nas mãos dos que oferecem aspereza?
Então segue a relação das vidas de faz de conta lado a lado. Num baile de máscaras que dura até chegar em casa exaurido de tanto acreditar que se é aquele fantoche improvisado com maquiagem social. Tudo isso para não aventurar se pelo caminho em que o outro perceba quem está a sua frente.
Barrigas crescem e o tempo passa. Estrutura se uma relação a dois desta forma. Dois que nunca se conhecem porque mostrar se como é pode afastar o ser amado. Este ser amado nem foi descoberto, nem aceito. Pode ser amado? Face a face duas personalidades. Escondidas, duas essências com medo de que sejam descobertas. Parece até uma relação com quatro pessoas. Eu sei que para ser verdadeiro é preciso estar disposto a ser julgado e condenado. Provavelmente até por pessoas amadas, mas a auto aceitação só tem quem realmente quer amar se.  Quando não se tem o auto amor,  a relação é o baile de máscaras seguindo os padrões dos amores de capa de revista, produzidos e descartáveis. Só a individualidade pode construir com tempo e intimidade.
Há os que dizem que os fins justificam os meios. Mas e os princípios? Onde estão nisso tudo?
Não se alcança a individualidade seguindo as leis da conveniência. É preciso por a essência acima disso. Se alguém lhe diz que passou o tempo e você ainda a conhece, é porque você conheceu a essência desta pessoa. Quando se entende alguém é porque consegue ver por dentro, não só por fora. E conseguir ver se por dentro é a liberdade. A liberdade sonhada, com uma águia voando com suas asas magníficas e abertas num céu azul. Uma paz. A paz da tranquilidade.
Creio ser este o tesouro ao fim do arco íris. A paz. A aceitação. Este é um processo doloroso porque teremos de quebrar inúmeros paradigmas, questionar certezas invioláveis e crenças que dali em diante não valerão nada. Se cairmos no meio deste processo, se nos sentirmos derrotados e a dor vier. É só parte do processo. Logo, o peso será carregável. Será possível caminhar com ele, mais que isso, você se divertirá com ele. Até que não seja mais um peso, até que seja apenas um instrumento que lhe educou. Uma viga pesada que lhe mantem a estrutura em pé. Que o fez mais forte. E você chamara isso de experiência. Ou dê o nome que quiser.
Na infância quando me questionavam como um gaúcho poderia ser vegetariano eu não tinha argumentos. Dizia apenas que considerava errado alimentar me de quem teve de morrer pra eu me servir. E eu sofria muito por me sentir questionado e ridicularizado. Hoje tendo o conhecimento da fisiologia e do processo de nutrição, acho graça daqueles que utilizam o argumento tradicionalista ou da necessidade de síntese proteica para se alimentar dos animais indefesos. Este é o meu pote de ouro no fim do arco íris. A autenticidade me permite hoje a paz comigo ser feliz com minha consciência. Pelo menos no caminho deste arco íris.
Há muitos caminhos e muitos arcos íris a serem trilhados. E todos eles serão conquistados com autenticidade. Isso é receita de bolo? Claro que não. É um caminho interno. Só se pode conhece lo percorrendo o. É uma luta individual. A caminho da individualidade. E da paz que ela traz.
Aí então, o que diserrem serão só murmúrios que mal chegarão aos seus ouvidos. O rumo do coração rapidamente mostra suas razões e tudo terá sentido. Lógica e sentimentos de mãos dadas. De mãos dadas contigo.
Ah! E eu estou ótimo sem ter comido carne.