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Outro início

Eu senti uma esperança nova ontem. Vi milhares de pessoas olhando para o alto e todas elas encantadas. Deslumbradas com luzes e cores. Algumas canções animadas davam o tom da festa. As garrafas quando eram abertas tinham um som comemorativo. Foi especial pra mim também.
Alguma amizade nova em 2010?
Alguma descoberta nova?
Aprendeu algo novo?
Encarou um medo?
Correu um risco por algo que valia a pena?
Como acabou a década pra você?
Acabou a década? Mais uma? Sim. E a que começa hoje passará num piscar de olhos. Teremos a copa do mundo no Brasil, as olimpíadas, outra eleição e já foi. Já foi.
Há tanto o que fazer. Há tão pouco tempo.
Há de se fazer novas amizades.
Descobrir-se.
Aprender.
Correr riscos que valham a pena.
Agora é só o começo. E o que vem depois?
Viemos nós! Seremos nós! É nóis que voa, bruxão!
E vai ter muito mais.
Novas esperanças, cores e luzes.
Feliz ano novo!

Um deus por dentro

Liberdade? De que e para quê? Onde está nossa vontade de viver? Provavelmente escondida atrás do medo. Dos medos. Medos de gritar. Gritar não como minha vizinha faz com seus filhos. Mas como o uso do pensamento em busca de ser ouvido e ter repercussões no mundo. No nosso mundo e no dos outros.
Geralmente fazemos parte desta massa, como diz o Zé Ramalho. E tocamos nossa vida de gado. Cegos a nós mesmos. E parafraseando Humberto Gessinger, a maioria silênciosa orgulhosa de não ter vontade de gritar, nada pra dizer. A morte anda tão viva, a vida anda pra trás. É a livre iniciativa de igualdade aos desiguais.
Deixamos que levem um pouco do nosso tempo, um pouco da nossa vida e morremos por dentro, na alma, na essência. De novo   Humberto: quem são eles, “quem eles pensam que são?”. Faz dias que penso nisso. O Osho parece cruel quando diz que a família é usada para manipular o individuo. Mas em partes concordo com ele, pois são as necessidades da família que fazem com que o individuo se cale. Se submeta a algo que anos antes, quando era uma vida individual ele se manifestasse.
E isso mata. Tira o sabor das coisas. Quantas vezes o alimento perde o sabor. O alimento, uma companhia ou a leitura. É fácil entregar-se a procura doentia de qualquer prazer e canalizar ali as frustrações do “rodo cotiano”. Em países desenvolvido é  habitual este comportamento. E nós como cordeiros ou co-ordeiros, seguimos a máquina que quem criou, o fez para si.
A vida está na essência, na alma. O corpo vai do pó ao pó. A alma não. A alma sobrevive. Na arte, a alma transparece, se expressa. E a alma se manifesta quando está inspirada. Quando como uma taça que transborda espalha inspiração. E inspiração vem do entusiasmo.
A palavra entusiasmo tem no seu significado original o sentido de “ um deus por dentro”. Lindo isso! Uma pessoa entusiasmada não se deixa levar pelas idéias dos outros. Tente demover um apaixonado. Ele não aceitará. Tornar-se-á ainda mais apaixonado. E só aceitamos que façam da gente um para-raios de frustrações, porque temos medos de usar a voz. Por isso tantos casos de amidalite.
Nos falta tempo. Nos falta espaço. Mas estamos vivos. Não basta viver e tocar os dias como quem vê a banda passar. Por favor, esqueça a idéia amaldiçoada do “deixa a vida me levar”, leve a vida. Do jeito que der, mas viva o que você quer lembrar depois. Ore, corra, cante, seja autentico.  O mundo precisa dos humanos de hoje. Por isso adoro os jovens de hoje. São menos condicionados que os das outras gerações. São manipuláveis por internet e status, mas eles tem muito mais coragem do que as gerações anteriores no que concerne a dizer o que é preciso em seu meio. Não todos, evidente e infelizmente.
Não estou aqui para lhe dizer como viver ou fazer a tua vida. Quero, ao contrário disso, que você comente e diga o que te faz viver. Se é tocar um violão antes de ir trabalhar ou construir um aeromodelo. Viva, diga, me fale. Fale ao mundo!
Este mundo precisa do deus dentro de ti. Precisa de entusiasmo. MOVA-SE! Tem que ser agora.





Abraço a todos os que mantem viva a chama do próprio coração.